terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Crónica à tecnologia


Em vez de ir apanhar ar puro, ver a mãe natureza, brincar e estar com outras pessoas, os meninos e meninas de hoje preferem ficar em casa. Gastar os dedos num comando de consola, num jogo violento, ou a falar no computador com outras pessoas. Fechados numa divisão da casa onde só existe um computador, uma televisão, uma consola e um telemóvel, os meninos e meninas vão perdendo toda a sua vontade de sair de casa. Sem exercitar o seu corpo, vão ficando mais frágeis e mais frágeis. Preferem exercitar os olhos em frente a uma televisão, ou exercitar as suas capacidades de carregar em mais botões do comando no menor espaço de tempo, ou de ler e escrever numa conversa na Internet ou no pequeno ecrã do telemóvel.
E a juventude vai ficando mais triste, sem os meninos e meninas a correr ora rua acima, ora rua abaixo, e os meninos a jogar com uma bola de futebol e as meninas a partilharem as suas bonecas, enquanto sentadas no duro chão da estrada, vão rindo e palrando... Imagens que se vão perdendo, momentos que a tecnologia roubou à humanidade... Tecnologia não é sinónimo de alegria e felicidade, muito pelo contrário.

Miguel Marmeleira, 10ºB

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Animais de férias


Quando faltam alguns meses para o início das férias de verão, todas as famílias começam a reservar os seus lugares em sítios agradáveis para passar alguns dias. Conforto, refrescos, praia, piscina, gelados...
Mas, ao contrário de todo esse bem-estar, os animais ficam totalmente de parte. De facto, não faz sentido nenhum levar um animal de quatro patas para apanhar banhos de sol! Estes são, a maior parte das vezes, reencaminhados para um dos melhores luxos: as ruas!...
São o melhor que se pode ter, principalmente naquelas épocas em que a família não tem férias, são pequenos e um passatempo para as crianças. Mas, quando chegam as férias, tornam-se um grande obstáculo e isso não pode acontecer!
Os donos fartam-se deles, começam a ser enormes, a comer o dobro, a ocupar totalmente o sofá e a carpete, e as suas pequenas necessidades passam de uma pequena brincadeira para um grande problema!
Afinal, será que os responsáveis não têm noção de que um cão ou um gato não vive para sempre com meio palmo de altura e um palmo de comprimento? Acabam por deixar as “bestas” na rua e esperar que alguém os encontre e os ache engraçados. O outro lado da questão é que estes amáveis animais são expulsos a pontapé de qualquer sítio e acabam por morrer atropelados ou até mesmo à fome! Pois nem todos os animais se acostumam à vida de animais abandonados, ainda mais depois de uma certa idade! Óptimas férias para os donos, um pesadelo para os animais!

Andreia Coelho, 10º C

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Educação é exemplo?


Inevitável não aguçar a audição para ouvir a conversa que se desenrolou bem ao meu lado, hoje de manhã. Inevitável também não parar de pensar qual o raciocínio que leva um pai a agir desta forma. O senhor (na verdade não vi a cara dele, apenas ouvi a sua voz) explicava para a amiga como se preocupava com o filho, “meu rapaz”, como dizia. O rapaz é rebelde, tem 10 anos e reclama de tudo. No outro dia, estava a jogar à bola na área do prédio e levou um pontapé de um rapaz de 14 anos. O pai, que observava tudo, quase bateu no “agressor”. A situação foi controlada pelo “sô João”, o zelador e salvador. Mais tarde, o pai do rapaz de 14 anos foi pedir satisfações ao outro. Ouviu que ele faria tudo de novo para proteger o filho. “Eu disse para ele ficar atento, que eu matava o rapaz e jogava-o no mato, quando se trata de proteger os meus filhos, eu viro um urso.”
Ora, o pai discutia com a amiga sobre como é difícil educar um filho e contava uma história que, na minha opinião, deseduca qualquer pessoa. Consigo entender porque é que o rapaz, com 10 anos, é um rebelde. Se o pai quer dar o exemplo não devia partir para a violência. Não me espanta que o rapaz também tente resolver os seus problemas com agressão! Afinal, o exemplo é uma das principais armas da educação.

Anaísa Jorge, 10ºB

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Os artistas portugueses - como sobrevivem?


Costuma-se dizer por cá que o que é nacional é bom! Mas, esta frase não passa disso mesmo, de uma frase, sem qualquer efeito na área do espectáculo!...
Vejamos: a maioria das músicas passadas na rádio são estrangeiras, nomeadamente em língua inglesa ou português brasileiro. As bandas portuguesas, recentemente, têm vindo a cantar em inglês, pois assim conseguem chegar mais longe e poderão conseguir a internacionalização! De outro modo, são raras aquelas que têm sucesso a longo prazo...
Tudo isto demonstra o mercado da música em Portugal, muito pequeno e fechado. São poucos os artistas que conseguem atingir o topo e, acima de tudo, mantê-lo!...
A vida do artista, em qualquer área do espectáculo, seja a música, a dança ou o teatro, é muito difícil, instável e desgastante. A qualquer momento tudo pode mudar, o público deixa de dar tanta atenção àquele artista, surge outro mais jovem e dinâmico, com coisas novas para mostrar e tudo muda!...
Este exemplo retrata os nossos artistas portugueses, pois este mundo, que aparenta ser cor-de-rosa, é pequeno e só lá cabem os melhores e aqueles a quem a sorte sorriu!
E, como alguém meu conhecido diz: “É assim a vida do artista!”

Marina Pereira, 10ºC

sábado, 31 de janeiro de 2009

Apuramento para o Campeonato do Mundo de 2010





29 de Março de 2009

Tenho que ser realista. O nosso apuramento para o Campeonato do Mundo de 2010, a disputar na África do Sul, está em risco. E digo isto porquê? Primeiro, porque realizámos até ao momento cinco jogos oficiais e conquistámos apenas 6 pontos, em 15 possíveis e, por outro lado, vejo que o nosso povo está distante da equipa e não a apoia, como a apoiou no Euro 2004 e, recentemente, no Europeu na Áustria e na Suiça.
É claro que os nossos jogadores e equipa técnica são os principais responsáveis, mas realço que tudo estão a tentar fazer para inverter esta situação adversa. Neste momento difícil para todos os apaixonados do futebol português, era bom que colocássemos todos uma bandeira nacional nas nossas casas e que a selecção voltasse a ter a selecção ao seu lado, a fim de que a equipa sinta o carinho e o afecto dos portugueses e consiga, desta forma, ganhar os próximos jogos. Sim, porque já não vale a pena olhar para trás, mas sim aprender com os erros e olhar positivamente para o futuro.
Tenho esperança nos nossos jogadores: Cristiano Ronaldo, Deco, Simão Sabrosa, entre outros, e tenho a certeza de que vamos ultrapassar esta terrível fase e qualificarmo-nos, pela quinta vez consecutiva, para uma grande competição internacional. Vão longe os tempos em que não nos qualificávamos para uma grande competição internacional e, por isso, temos um prestígio e uma reputação a manter.
Fazendo um ponto da situação, estamos no quarto lugar do grupo, a seis pontos do primeiro classificado (Dinamarca) e a cinco do segundo classificado (Suécia), o que torna a nossa margem de erro muito diminuta, isto se queremos ainda marcar presença no Mundial 2010. Para tal, teremos que vencer a Dinamarca, em Copenhaga, e derrotar as equipas mais acessíveis do grupo como o são Malta e Hungria.
É certo que não dependemos de nós próprios, pois só passam os dois primeiros classificados de cada grupo, mas se conseguirmos aplicar a concentração máxima e jogarmos o que sabemos nos jogos que ainda nos restam, aliando o 12º jogador (adeptos), iremos certamente viajar para o continente africano a fim de participar numa competição que poderá ser memorável para todos nós.

Filipe Margaço, Jornal A Bola

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Falsos Leitores


Sendo Portugal um país que tem vindo a apostar, nas últimas décadas, em políticas que visam o aumento da taxa de alfabetização, qual será a razão porque cada vez se lê menos? Será que os portugueses não estão conscientes da importância da leitura na sua formação? Como queremos ser um país competitivo, no contexto da União Europeia ou até mesmo mundial, sem que se reforce o gosto pela leitura?
É certo que os livros são caros, e uma parte considerável dos portugueses vive com dificuldades económicas. Mas existem bibliotecas de acesso público, onde os livros não são pagos e a sua consulta está bastante facilitada. Parece é que, hoje em dia, o dinheiro está a ser desperdiçado na compra de “revistas cor-de-rosa”, o que leva a pensar que os portugueses as consideram mais úteis para a sua formação, do que um bom livro, no qual podemos alargar o nosso campo lexical, para além de muitas outras vantagens.
Mas o que é certo é que os inquéritos que têm sido aplicados, e de cujos resultados vamos tendo conhecimento, com alguma frequência, revelam hábitos de leitura que parecem não coincidir com o que nos é dado observar. Provavelmente, esta situação pode ter duas leituras: os inquiridos são aqueles que não praticam o acto da leitura, e conscientes das consequências negativas de não lerem, não têm coragem de o admitir publicamente! Mesmo que os resultados destes inquéritos não sejam reveladores do estado da leitura em Portugal, quero acreditar que não deixam de ser úteis… Os falsos leitores, após responderem às perguntas que lhes colocam, não ficarão mais sensibilizados sobre as suas “deficiências” na leitura? Será que a partir desse momento não terão mais vontade de ler?
Creio que esta minha perspectiva não será de todo irrealista e Portugal poderá ver reforçados os seus hábitos de leitura.


Marta Baltazar, 10ºB

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Crónica ao Vermelho


O vermelho é uma cor publicitária. É a cor do sangue, cor do amor e da sensualidade, é a cor do Pai Natal e é a cor da Coca-Cola. O sangue é vermelho, mas isso não podemos contestar porque foi o Senhor que assim o fez, e alguém, minimamente inteligente, não contestaria isso, correndo o risco de levar com um trovão em cima.
Agora, a cor do amor, da sensualidade, do Pai Natal e da Coca-Cola já podemos contestar. Por que é vermelho e não outra cor qualquer? Tanta cor bonita para aí e tinha logo de ser o vermelho… Por detrás do Pai Natal ser vermelho, está uma coisa que se chama Coca-Cola. Porque será que um batom vermelho é visto como sensual? Ou porque será que uma lingerie vermelha é vista como sensual? Ou até uns sapatos vermelhos? Tanta cor bonita, mas não, tinha de ser o vermelho, obviamente. Será tudo isto devido ao vermelho ser uma cor quente? Até na bandeira portuguesa existe mais vermelho que verde. E esse vermelho representará mesmo o sangue derramado na guerra ou será por a maior parte da nação portuguesa ser do Benfica? Não sei, só sei que o vermelho é a cor predilecta de toda a gente. Pode ser um vermelho desvanecido, um vermelho normal ou um vermelho forte, vermelho é vermelho, e toda gente gosta do vermelho! Não será altura de mudar?

Catarina Correia, 10ºB