segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Carta à Noite



Céu, 3 de abril de 2012

Olá, amiga Noite.

Vim esclarecer que continuas bonita e escura, mas nem tudo é um mar de ilusões. Trata das pessoas com o coração.
O escuro é símbolo de crime e traição. Há pessoas perigosas que andam nas ruas envolvidas na tua escuridão.
Peço-te que às pessoas simpática tragas paz e união. Sê como eu, divertido e brincalhão. É certo que eu também ando, às vezes, mal habitado, mas sempre sou mais pacífico que tu.

Luz e brilho do teu amigo,

Dia

Francisco Bento, 10.º A

Carta aos números ímpares



Boletim do Totoloto, 11 de dezembro de 2012

Olá, amigos números ímpares.

Venho por este meio avisá-los de que nós, números pares, somos muito mais amados pelo público.
Somos números mais simples e por essa razão somos os mais escolhidos no Totoloto. 
Vocês, números ímpares, só têm a vantagem de serem números maiores.
Nós vamos ganhar a competição.
Tenham um bom dia e vão fazer umas contas!

Adições e multiplicações,

Números Pares

Manuel Damásio, 10.º A

Carta ao Rato



Casa da Avó Teresa, 11 de dezembro de 2012

Caro inimigo Rato,

Nesta tarde de terça-feira, escrevo esta carta de modo a informar-te de que a época dos queijos começou. Dito isto, saberás que tens que me entregar o jogo da Playstation que te emprestei.
Como começou a época dos queijos, a nossa guerra também teve início, por isso podes voltar a ler as regras e lembra-te, nada de armas de fogo! A última vez que usaste uma, ias-me matando e destruindo a casa.
Sabes bem que se eu morrer acabam-se os queijinhos fresquinhos todas as semanas!
Bom, com esta carta dou por iniciada a guerra. 
Boa sorte e prepara-te.

Até quando menos esperares,
Farrusco
(Gato)

P.S. Junto com a carta segue o meu presente de início de guerra. É uma simples bombinha. Protege-te, ratinho!

Miguel Gézaro, 10.º A

Carta à escola



Entre os meninos e meninas, 18 de dezembro de 2012

Olá, estimada inimiga.

Venho solicitar-te que desapareças. Estragas sonhos, retiras a felicidade às pobres crianças que por tua causa se desinteressam, perdem a coragem e o sorriso. Por tua causa crescem e perdem a infância, às vezes, até cedo demais. Há quem diga que as preparas para o futuro, mas que futuro é esse tão cruel em que a sociedade as julga por serem como são, as critica pela maneira de viverem as suas vidas que são tão curtas e mal aproveitadas, só porque tu mostras que não podem fazer o que desejam por não passarem às disciplinas.
Por tua causa a universidade perde ânimo porque os alunos não podem seguir o que mais gostam, já que tu lhes mostraste que eles não são bons.
Por fim, venho aqui demonstrar-te que a motivação cria em mim felicidade e que quando fazemos o que gostamos atingimos tudo o que queremos.

Abraço,

Felicidade

Francisco Rolha, 10.º A

Carta ao carro



Parque de estacionamento, 11 de dezembro de 2012

Exm.º Sr. Carro,

Venho por este meio informá-lo de que este parque é meu e vai ter que sair e estacionar no outro parque ao lado, o dos ligeiros.
Se não cumprir o que lhe apitei, buzino à polícia para o rebocar para outro lado. Veja bem a minha situação: preciso de estacionar e não tenho lugar por sua causa. Também tenho que o avisar que tem feito muito barulho com o rádio sempre que eu preciso de descansar. É favor parar com a barulheira durante a noite!

Aguardo resposta,

Camião

P.S. Espero que compreenda a minha situação.


Nuno Carapinha, 10.º A

Carta aos números ímpares



Calculadora, 11 de dezembro de 2012

Estimados inimigos números ímpares,

Estamos a escrever esta carta pois existe algo que sempre nos incomodou: a vossa EXISTÊNCIA!!!
Têm sempre o descaramento de se meterem no meio de nós. Em qualquer número os desagradáveis e incomodativos números ímpares estão sempre presentes.
Avisamos desde já que nos reunimos e criámos uma inovadora e fantástica calculadora que faz operações só connosco, os números pares.
É melhor desistirem da guerra que criaram pois serão verdadeiros números mortos. Eh, eh, eh, eh!!!

Até nunca mais,

Números pares 2, 4, 6

Inês Silva, 10.º A

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Conto do Pedro Matreiro



Era uma vez, lá para o século XV, um homem não muito rico, mas também não muito pobre que vivia no norte de Portugal.
Um dia, o homem teve de ir tratar de uns assuntos na vila e a mulher, quando ele se estava a pôr a caminho, gritou:
- Ó homem, vê lá se arranjas um criado, mas olha que “Pedros” não!
- Deixa estar mulher, que sempre é bom em casa havê-los.
E lá foi o homem. Quando chegou à vila foi logo tratar dos negócios para arranjar tempo para achar um criado.
Lá no meio da vila, viu um rapaz que achava bom para trabalhar e disse-lhe:
- Olha lá, como te chamas?
E o rapaz respondeu:
- Chamo-me Pedro.
E disse logo o homem:
- “Pedros” não, que a minha mulher não os quer lá em casa.
O rapaz foi para casa e vestiu-se com outra roupa, e desta vez pôs-se um bocado mais à frente.
Foi o homem e perguntou:
- Como te chamas?
- Artur. – Disse o rapaz.
E replicou logo o homem:
- Ainda bem, porque a minha mulher não quer lá “Pedros”.
- E quanto paga o senhor? – perguntou o Pedro.
- Uma libra e de comer.
E o rapaz disse que podia ser.
Estava o suposto Artur a cavar mais o patrão quando este lhe disse:
- Vai buscar as enxadas à patroa, se fazes favor.
O rapaz foi à da patroa e disse:
- O patrão quer as duas carteiras.
- Como sei que não me enganas? – inquiriu ela.
- Quer ver? Ó patrão, é uma ou são as duas?
- As duas! – gritou o patrão.
E o Pedro abala a fugir com as carteiras e não deu mais sinal. 
Pedro Santos, 8.º B