segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Carta ao Rato



Casa da Avó Teresa, 11 de dezembro de 2012

Caro inimigo Rato,

Nesta tarde de terça-feira, escrevo esta carta de modo a informar-te de que a época dos queijos começou. Dito isto, saberás que tens que me entregar o jogo da Playstation que te emprestei.
Como começou a época dos queijos, a nossa guerra também teve início, por isso podes voltar a ler as regras e lembra-te, nada de armas de fogo! A última vez que usaste uma, ias-me matando e destruindo a casa.
Sabes bem que se eu morrer acabam-se os queijinhos fresquinhos todas as semanas!
Bom, com esta carta dou por iniciada a guerra. 
Boa sorte e prepara-te.

Até quando menos esperares,
Farrusco
(Gato)

P.S. Junto com a carta segue o meu presente de início de guerra. É uma simples bombinha. Protege-te, ratinho!

Miguel Gézaro, 10.º A

Carta à escola



Entre os meninos e meninas, 18 de dezembro de 2012

Olá, estimada inimiga.

Venho solicitar-te que desapareças. Estragas sonhos, retiras a felicidade às pobres crianças que por tua causa se desinteressam, perdem a coragem e o sorriso. Por tua causa crescem e perdem a infância, às vezes, até cedo demais. Há quem diga que as preparas para o futuro, mas que futuro é esse tão cruel em que a sociedade as julga por serem como são, as critica pela maneira de viverem as suas vidas que são tão curtas e mal aproveitadas, só porque tu mostras que não podem fazer o que desejam por não passarem às disciplinas.
Por tua causa a universidade perde ânimo porque os alunos não podem seguir o que mais gostam, já que tu lhes mostraste que eles não são bons.
Por fim, venho aqui demonstrar-te que a motivação cria em mim felicidade e que quando fazemos o que gostamos atingimos tudo o que queremos.

Abraço,

Felicidade

Francisco Rolha, 10.º A

Carta ao carro



Parque de estacionamento, 11 de dezembro de 2012

Exm.º Sr. Carro,

Venho por este meio informá-lo de que este parque é meu e vai ter que sair e estacionar no outro parque ao lado, o dos ligeiros.
Se não cumprir o que lhe apitei, buzino à polícia para o rebocar para outro lado. Veja bem a minha situação: preciso de estacionar e não tenho lugar por sua causa. Também tenho que o avisar que tem feito muito barulho com o rádio sempre que eu preciso de descansar. É favor parar com a barulheira durante a noite!

Aguardo resposta,

Camião

P.S. Espero que compreenda a minha situação.


Nuno Carapinha, 10.º A

Carta aos números ímpares



Calculadora, 11 de dezembro de 2012

Estimados inimigos números ímpares,

Estamos a escrever esta carta pois existe algo que sempre nos incomodou: a vossa EXISTÊNCIA!!!
Têm sempre o descaramento de se meterem no meio de nós. Em qualquer número os desagradáveis e incomodativos números ímpares estão sempre presentes.
Avisamos desde já que nos reunimos e criámos uma inovadora e fantástica calculadora que faz operações só connosco, os números pares.
É melhor desistirem da guerra que criaram pois serão verdadeiros números mortos. Eh, eh, eh, eh!!!

Até nunca mais,

Números pares 2, 4, 6

Inês Silva, 10.º A

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Conto do Pedro Matreiro



Era uma vez, lá para o século XV, um homem não muito rico, mas também não muito pobre que vivia no norte de Portugal.
Um dia, o homem teve de ir tratar de uns assuntos na vila e a mulher, quando ele se estava a pôr a caminho, gritou:
- Ó homem, vê lá se arranjas um criado, mas olha que “Pedros” não!
- Deixa estar mulher, que sempre é bom em casa havê-los.
E lá foi o homem. Quando chegou à vila foi logo tratar dos negócios para arranjar tempo para achar um criado.
Lá no meio da vila, viu um rapaz que achava bom para trabalhar e disse-lhe:
- Olha lá, como te chamas?
E o rapaz respondeu:
- Chamo-me Pedro.
E disse logo o homem:
- “Pedros” não, que a minha mulher não os quer lá em casa.
O rapaz foi para casa e vestiu-se com outra roupa, e desta vez pôs-se um bocado mais à frente.
Foi o homem e perguntou:
- Como te chamas?
- Artur. – Disse o rapaz.
E replicou logo o homem:
- Ainda bem, porque a minha mulher não quer lá “Pedros”.
- E quanto paga o senhor? – perguntou o Pedro.
- Uma libra e de comer.
E o rapaz disse que podia ser.
Estava o suposto Artur a cavar mais o patrão quando este lhe disse:
- Vai buscar as enxadas à patroa, se fazes favor.
O rapaz foi à da patroa e disse:
- O patrão quer as duas carteiras.
- Como sei que não me enganas? – inquiriu ela.
- Quer ver? Ó patrão, é uma ou são as duas?
- As duas! – gritou o patrão.
E o Pedro abala a fugir com as carteiras e não deu mais sinal. 
Pedro Santos, 8.º B

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O outono pintado por mim


Se eu fosse um pintor, pintaria o outono de castanho e amarelo.
Pintaria as árvores com as folhas a caírem e a morrerem.
Pintaria inteiras florestas, nuas, como se as folhas tivessem fugido com o frio que se aproxima devido ao inverno. Os pássaros a voarem para bem longe, para sítios mais quentes. Cada folha ora seria vermelha, ora seria amarela, ora seria castanha.
Pintaria os lagos cheios de solidão devido ao calor que há pouco diminuiu e evaporou os lagos outrora cheios de água e de peixe.
Pintaria as pessoas mais tristes por não verem as flores abertas e apenas verem as folhas mortas, como se alguém as tivesse arrancado de propósito.
Seria um quadro cheio de solidão e tristeza.
Marco Graça, 7.º A

O ciclo da Natureza


A primavera é uma estação
Cheia de folhas e flores
Mas o que nos chama a atenção
São mesmo as suas cores.

Entre pássaros a fazer ninhos
E outros a voar
Brilham aqueles cheirinhos
Que a primavera traz no ar.

Flores de todas as cores
E outras ainda a florir
Parece que a primavera
Se está a rir
Parece que lhe dá gozo
Ver que nos está a divertir.

A primavera é de todas as estações
A mais formosa.
Com estas qualidade todas
Ainda é a mais cheirosa.

Há estações a vir
Para cá e para lá
Mas de todas
A primavera é a melhor que há!

Francisco Pedro, 7.º A